segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Projeto Pessoal - Juntando as areinhas

Desenho por: Giulia Fioratti Arte 
https://www.facebook.com/pages/Giulia-Fioratti-Arte/383745408383298
Acredito estar vivendo os anos mais intensos da minha vida. Quando entramos nos 20 anos tudo começa a ficar diferente, parece que agora posso sentir o tempo passar. Minhas ações ganharam peso e finalmente sou obrigada a virar adulta. E nessa onda de me colocar no mundo como gente grande eu conheci pela primeira vez o amor (de namorado).
De uma amizade que cresceu em um momento tumultuado vi um dos meus melhores amigos virar meu namorado em poucos meses (e muitos segredos). Logo quando entramos na faculdade já estávamos juntos, grudados, uma simbiose que ao mesmo tempo que é uma delícia também é problemática.
Não sou mais só a Carol, sou Carol e Rapha. Somos os "gordos" e gostamos de ser assim. Quando podemos comer juntos, comemos. Quando podemos dormir juntos, dormimos. Quando podermos estar juntos, estamos. E se não podemos, damos sempre um jeito. Sempre damos. Mas dessa vez é diferente.
Ano passado o Rapha veio com um papo de intercâmbio, esse "ciências sem fronteiras", que além da bolsa gorda tem um tempo gordo. Um ano. Um ano inteiro em outro continente. Não há jeitinho suficiente para cruzar um oceano. Percebi então que ali precisávamos começar arrancar a colinha e também, que arrancar essa colinha dói, dói muito.
Temos uma única lei no nosso namoro: conversar. Sobre tudo o que pensamos e nos aflige. Ta incomodando? Fala. Tá doendo? Fala. É egoísta? Não tem problema, só fala. E desde o ano passado esse é o assunto mais recorrente: a separação da simbiose.
Já cansei de conversar sobre isso, não só com ele, mas com o mundo todo. Já expliquei minhas ânsias, minhas dores e meu desespero. Mas decidi que precisa conversar um pouquinho mais comigo mesma. Por isso esse projeto do blog.
Quero registrar nesse tempo contado, nessa espera das areinhas se juntarem todas no fundo da ampulheta, os meus sentimentos, minhas experiências e esse tempinho que eu terei pra voltar a ser mais Carol do que sou agora.
Rapha parte quinta dia 13...tá chegando, to com medo de virar a ampulheta, prefiro quebrá-la...mas não posso...me resta escrever e cá estou, Carol por ela mesma.

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